Quando ‘eu e você’ nos tornamos ‘nós’

“Eu olho pro dia em que te conheci, e a única lembrança que eu tenho é de nossos olhares se cruzarem entre duas e quatro vezes, no máximo, mau sabíamos que ali daria ao que hoje chamamos de ‘nossa loucura’. Eu olho pro passado que temos e observo o quanto erramos, o quanto achamos que acertamos e até mesmo acertamos de verdade, mas até eles quando não são bem cuidados, se tornam erros. Os dias se passam, e aquele presente era realmente o melhor que eu nunca ganhei no passado e a minha melhor conquista de futuro. E eu te disse, vou me lembrar de todos os beijos, de todos os abraços, de todas as mordidas e jamais esquecerei de nenhuma vez em que me disse ‘força, eu estou do seu lado’.

As demais pessoas procuram tanto se encher com vazios, falsas esperanças, enquanto a gente deixou apenas uma esperança entrar e dela fizemos nosso refúgio, nosso lar. E agora, 16/03/2046, depois de 30 anos, eu me pego a lembrar também de como sempre fomos felizes, mesmo quando não tivemos motivo algum, apenas o outro. Essa carta, assim como todas as outras 29 que eu te mandei ao longo dos anos, mesmo morando na mesma casa que você e dormindo na mesma cama, é só pra te lembrar que não importa onde estaremos, nós sempre, seremos nós. E que todas as histórias de amor terminem como a nossa: Sem fim”.

PORLuis Junior
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Luis Junior

Sou aquele garoto que amava os Beattles e os Rolling Stones.